sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Orgulhosamente Uma Decepção.

Ontem uma pessoa falou pra mim assim:
"Você foi apenas mais uma decepção na minha vida!"
Em outras ocasiões esse tipo de frase iria me deixar deprimida, mas dessa vez não fiquei! Não fiquei pelo simples fato de reconhecer muitas coisas... Dessa vez fui uma decepção por ser verdadeira, por falar a verdade, por tentar abrir os olhos de uma pessoa que ainda não sabe o que é realmente ter amigos!
Eu tentei, fui amiga... sincera... pensei! Tive meus erros também, mas em nenhum momento eu quiz me afastar, só que me afastaram! Me afastaram com a seguinte frase: "Nunca mais você olha na minha cara!". Eu acho que esse tipo de frase não se diz quando se fala que tem sentimentos por alguém! Sentimentos? Rsrsrss... Será que essa pessoa sabe o que são sentimentos? Ódio, tristeza, rancor... São sentimentos que todos sentimos, mas amor, amizade, carinho e paciência são poucos que sabem ter ou se expressar!
Não me arrependo de ter sido uma decepção, fico orgulhosa de mim mesma! Por saber que posso ser verdadeira e me preocupar com "meus amigos"... Porque eu sei amar, sentir medo... Sei voltar atraz e assumir meus erros! E não digo pra ninguém: "Nunca mais olhe na minha cara!"
Na verdade, isso foi um favor... Me fez ver que se essa amizade fosse pra frente, seria um tempo perdido!

Por isso, dedico esse texto a Ninfa, Urso e Harcanjo que são meus amigos... Me escutam, me aconselham, estão sempre ao meu lado... E até hoje, não foram uma decepção pra mim!

Bom... É isso!!
Beijos!! ;*

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Charles Baudelaire - As Janelas

As Janelas

Aquele que olha da rua, através de uma janela aberta.
Jamais vê tantas coisas como quem olha para uma janela fechada.
Nada existe mais profundo, mais misterioso, mais fecundo, mais tenebroso, mais deslumbrante, que uma janela iluminada por uma lamparina.
O que se pode ver ao sol nunca é tão interessante como o que acontece por trás de uma vidraça.
Naquele quartinho negro ou luminoso a vida palpita, a vida sonha, a vida sofre.
Para além das ondas de telhados, diviso uma mulher já madura, enrugada, pobre, sempre debruçada sobre alguma coisa, e que nunca sai de casa.
Pela sua fisionomia, pelas suas vestes, por um gesto seu, por um quase - nada.
Reconstituí a história dessa mulher, ou antes, a sua lenda.
Que às vezes conto a mim próprio, a chorar.
Se fosse um pobre velho, eu lhe haveria reconstituído a história com a mesma facilidade.
E vou - me deitar, orgulhoso de ter vivido e sofrido em outras criaturas.

Charles Baudelaire

"Dedico essa poesia de um dos meus autores favoritos a minha amiga Juliana (Pevertida), por estar vivendo momentos comigo que estão sendo vistos pelas janelas, momentos que vemos e vivemos uma ao lado da outra, esperando a expectativa de cada dia. Poderia ter sido muitas pessoas para viver comigo nesses dias, nesses segredos, nesses sentimentos... Mas fui presenteada com uma menina de 14 anos, que me aconcelha como se tivesse 20, que me olha como se tivesse 12 e que no final de tudo realmente eu vejo a sua verdadeira idade e realidade pela doçura de suas palavras comigo. Obrigada amiga, esta sendo ótimo viver todos esses momentos com você."

Na Vitrola: Adriana Calcanhoto - Mais Feliz